"Jovem burocrata, meu companheiro aqui presente, ninguém nunca fez com que te evadisses, e não és responsável por isso. Contruíste tua paz tapando com cimento, como fazem as térmitas, todas as saídas para a luz. Ficastes enroscado em tua segurança burguesa, em tuas rotinas, nos ritos sufocantes de tua vida provinciana; erguestes essa humilde proteção contra os ventos, e as marés, e as estrelas. Não queres te inquietar com os grandes problemas e fizeste um grande esforço para esquecer a tua condição de homem. Não és o habitante de um planeta errante e não lanças perguntas sem solução: és um pequeno-burguês de Toulouse. Ninguém te sacudiu pelos ombros quando ainda era tempo. Agora a argila de que és feito já secou, e endureceu, e nada mais poderá despertar em ti o músico adormecido, ou o poeta, ou o astrônomo que talvez te habitassem" (trad. de Rubem Braga).
Por isso, adoro "Terra dos Homens"!
Por isso, adoro "Terra dos Homens"!


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